A R R E M A R I A !
Mas, hein?

E a educação? Tem de sobra, né?

By Léo Novais


Galera (os poucos que me lêem - a propósito, esse 'lêem' ainda tem acento?), depois de mais de um ano sem escrever, cá estou, para falar sobre um tema que me intriga muito: a falta de educação das pessoas. Não é necessário bajular, acariciar nem vir com todas as frescuras possíveis para ser educado. É redundante, mas, basta apenas, ser educado 'ponto'.
Educação vem de casa. E sempre virá. Desde a família mais rica até a mais carente, essa é uma verdade que funciona. Hoje vivi uma situação que, se eu não estivesse praticando meditação diariamente - mentira-, acabaria de maneira muito diferente do que acabou.
Saí de casa por volta das 11 da manhã para encontrar uma amiga do interior. Fizemos um breve passeio pelo centro da cidade, num grupo de três: ela, eu e uma amiga dela. Almoçamos, e então mais dois amigos nossos apareceram e fechou o grupo de cinco. Conversamos, conversamos e conversamos... muito bom colocar a conversa em dia. Fomos ao caixa eletrônico, para fazer o que se faz em um caixa eletrônico, enfim.
Chegamos os cinco na fila do caixa, havia um rapaz de camisa rosa sentado e sem querer esbarrei nele. Pedi desculpas e tudo bem. Ficamos lá na fila conversando e aguardando nossa vez, que logo chegou. Minha amiga foi, e ficamos ao redor conversando, de
novo. Ela acabou, e eu fui verificar os míseros trocados que tinha na conta. Um real e sessenta e um centavos para ser preciso, mas não vem ao caso... Estava lá eu, contente com o meu cartão, prestes a realizar a operação e um senhor, com uns 45 anos, me aborda dizendo:
- Epa, você não estava na fila...
Respondi: Como?
- Você não estava na fila - disse ele.
- O senhor está enganado, estavamos todos aqui - apontei para o grupo.
O homem começando a ficar irritado diz que apenas duas pessoas estavam na fila, e as outras, inclusive eu, não estavam e acrescentou alguns xingamentos que a censura não me permite listar. Olha gente, juro que se ele falasse que estava muito apressado
eu deixaria ele usar o caixa e consultaria meu saldo depois. Mas ele começou uma série de xingamentos, que eu só ouvia a primeira letra: P.... D....... C..... F.... d. P... e por aí ia...
Eu falei: - Olha senhor, eu vou usar o caixa, e se o senhor puder aguardar, logo será sua vez. Agora afaste-se porque o senhor está invadindo o meu espaço. Aquele rapaz de camisa rosa é testemunha de que estávamos na fila (perguntei ao rapaz se o que eu falava era verdade e ele confirmou).
-VOCÊ NÃO VAI USAR NÃO!!! VOCÊ NÃO ESTAVA NA FILA! EU ESTOU FALANDO A VERDADE E TODOS ESTÃO VENDO AQUI!!!! (Sim!!! Ele estava gritando!!!)
Terminei de consultar meu saldo e falei: Pronto, agora o senhor pode usar.
- Vai te arrombar... - disse 'delicadamente' o homem. E continuou: ... todo mundo viu que você não estava na fila (mais xingamentos e o resto eu não quis ouvir) .
Então falei:
- Olha amigo, é por isso que o mundo está do jeito que está. Cada um só acredita na sua verdade. E eu não vou mais ficar aqui, discutindo com um homem que tem idade para ser meu pai (tenho só 16 aninhos, na flor da idade =] ) e muito menos ensinar que educação vem de casa.

Então, fui embora com meus amigos.

Vou confessar a vocês que às vezes eu queria ser mal educado. Na hora pensei em dizer e fazer horrores diante dessa situação. Assim sendo, aqui vai coisa mais leve que eu pensei em fazer e dizer:

- MEU SENHOR, VÁ A P... QUE O PARIU!!! CHEGUEI PRIMEIRO, VOU USAR E O SENHOR VAI SE RECOLHER À SUA INSIGNIFICÂNCIA E ESPERAR A SUA VEZ AÍ, CALADO, P....!!! SE ACHAR RUIM, VÁ CHAMAR A SEGURANÇA!!!

(daí, eu abraçaria o caixa eletrônico e ficaria lá esperando a segurança me tirar, como nessa foto do garotinho com o computador...)

Tá pensando o quê? Tenho educação mas também sei mandar ir tomar no olho do monossílabo. :@





 

... o que a gente encontra...

By Léo Novais


Recomendo a todos o passeio pela Praia do Forte, litoral norte, Bahia, e a visita ao Projeto Tamar...

Dá-lhe cultura!

"O nome TAMAR foi criado a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”. A abreviação se mostrou necessária ainda no início dos anos 80, para a confecção das pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas pelo Projeto para estudos de biometria, monitoramento das rotas migratórias e outros.

Desde então, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo ICMBio, através do Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-ICMBio), órgão governamental; e pela Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Fundação Pró-TAMAR), instituição não governamental, de utilidade pública federal.

Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto TAMAR. O TAMAR conta ainda com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais."

Fonte: Projeto Tamar

É uma experiencia bem divertida... No Projeto Tamar nós encontramos:

Logo na entrada, a vila da Praia do Forte...



Tartarugas enooooooooooormes...



Fósseis de tartarugas...



Estrelas-do-mar e outros peixinhos...



Bebês-tartaruga...



e criaturas da noite...



... e mais criaturas da noite...


Sem falar no guia turístico e seu español fabuloso:


"Aqui la nuestra deretcha, nosostros temos bárias árbores de godjabas, las godjabeiras, que nos dán el sumo de godjaba, es una delicia... mui gostoso..."


Foto ilustrativa de "una godjabeira e las godjabas"...


GODJABEIRA, SAP:
Goiabeira (Psidium guajava)


 

Depois das férias... a postagem custa "viinnntchyyy reeeais"!

By Léo Novais


Como dizem, uma imagem vai mais do que mil palavras...


Vanessão... "Fiiintchyy reais..." AQUI!!
 

E quando o seu vizinho resolve comprar uma guitarra?

By Léo Novais





Adeus às minhas tardes de sossego.
De um tempo pra cá, a paz na região vem sendo perturbada pelos hormônios aflorando em um jovem que mora no prédio ao lado. Haja paciência!
Não tenho nada contra a música, nem contra os músicos, nem contra o meu vizinho... Até gosto de música, gosto mesmo. Mas o que se ouve aqui é qualquer coisa muito longe de ser música...
Ele fica arranhando aquilo a tarde toda... ah, antes eram apenas as tardes dos finais de semana, mas agora, faz isso durante outros dias e horários... Ele até tenta tocar algo: esses dias começou a introdução de Anna Molly (Incubus)... as primeiras notas sairam legais, mas o troço desandou que eu preferi aumentar o meu som, com a mesma música, dessa vez tocada por profissionais, a ouvir "aquilio". Meu ouvido não é pinico!

Mas reconheço que ele está se esforçando... geralmente eu sou do tipo de pessoa que incentiva: " Isso daí, você consegue!", "Parabéns! Tá melhorando!", mas nesse caso, o que eu tenho vontade de dizer é:

1. "Amigo, desista!"
2. "Colega, também queria ser músico, cantor pra falar a verdade... tenho tanto talento, que hoje estudo medicina."
3. "Vai ler um livro, pow!"


Então, não pára por aí... nesse fim de semana, ouvi um barulho símile ao de uma sanfona... pensei: "Puta merda! Em clima de festa junina esse FDP comprou uma sanfona!"


Contudo, achei a solução... comprei uma gaita!


(Juliana diz: Ô Léo, coitado, você não faz um terço do barulho desagradável que esse menino faz...)

(Eu respondo: veremos...)

 

Manifesto a favor de quem usa transporte público.

By Léo Novais



Dá pra acreditar? Quase duas horas esperando o ônibus, carro pra lá, carro pra cá, em Salvador o céu se dissolvendo há dias; na Paralela, passa carro pra lá, carro pra cá, espirra água de um lado, espirra água do outro e a gente vai manobrando os guarda-chuvas pra ninguém se molhar... parece até que foi coreografado. Mas, enfim, chega o tão esperado, o benedito, depois de duas horas. Já chega cheio. Ninguém desce. Sobem mais alguns tantos, suficientes para fazer a gente suar em dias frios. 
Beleza, passa um ponto, dois, três, outros tantos. Ninguém desce, e mais outros sobem. Como? Queria ver a cara daquele que disse: "Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo." Com certeza esse iria se admirar em ver alguns ônibus por aí. 
Nem duvido que a essa altura as sardinhas estejam lá, em suas latas, desdenhando: "Espreme que cabe mais um!". E isso porque há uma placa lá dizendo: Este ônibus comporta "X" passageiros sentados e "Y" passageiros de pé. Mas os motoristas e cobradores, por motivos alheios à minha compreensão, hipoteticamente, ou não sabem contar, ou fazem daqueles X e Y, um cálculo avançado, e tamanha é a complexidade, que acaba aparecendo tanta gente.
Mas a coisa fica mais interessante na hora de descer... é um parto, literalmente falando: espreme daqui, empurra dali, peço desculpas acolá (e olha que tem gente que nem desculpas pede, pisa, machuca, empurra, e segue em frente). E mais, a depender da pessoa, se for de baixa estatura como eu, a coisa complica a caminhar... quando se levanta um pé, ficamos na torcida para que ninguém, de alguma maneira, levante o nosso outro, porque aí sim o bicho pega... ficamos flutuando na multidão... Se fossémos rockstars seria maravilhoso, mas só queremos chegar até a porta.
Então, vou me deslocando até a saída... o ônibus pára no meu ponto, mas eu ainda estou na metade o trajeto... puxo a corda desesperadamente e grito: "Segura aê motor!" (Tecla SAP-baianês: Espere um momento, senhor motorista... eu desço aqui!). Se ele ouviu, não sei. Só sei que desci um ponto depois do meu. Debaixo de chuva segui para casa. Abro então a porta, e ainda todo molhado, Jujubis (a amiga com quem moro), fala-me: 
"-Uau!Economizamos água! Já veio tomado banho!"
Respondo:
"-Pelo menos isso, né? ¬¬'   "


E se caso você encontrar algo como a figura abaixo, não se assuste. É a tendência do transporte coletivo em muitas cidades.

 

O medo é uma ...'casinha'... (casinha?!)

By Léo Novais



O saudoso Lenine sobre o "Medo"...

(atenção ao trecho 1 min e 20 seg)

Miedo (só parte em português)
Tenho medo de gente e de solidão 
Tenho medo da vida e medo de morrer 
Tenho medo de ficar e medo de escapulir 
Medo que dá medo do medo que dá 
Tenho medo de acender e medo de apagar 
Tenho medo de esperar e medo de partir 
Tenho medo de correr e medo de cair 
Medo que dá medo do medo que dá 
O medo é uma linha que separa o mundo 
O medo é uma casa aonde ninguém vai 
O medo é como um laço que se aperta em nós 
O medo é uma força que não me deixa andar 
Tenho medo de parar e medo de avançar 
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar 
Tenho medo de exigir e medo de deixar 
Medo que dá medo do medo que dá 
O medo é uma sombra que o temor não desvia 
O medo é uma armadilha que pegou o amor 
O medo é uma chave, que apagou a vida 
O medo é uma brecha que fez crescer a dor 
Medo de olhar no fundo 
Medo de dobrar a esquina 
Medo de ficar no escuro 
De passar em branco, de cruzar a linha 
Medo de se achar sozinho 
De perder a rédea, a pose e o prumo 
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão 
O medo circulando nas veias 
Ou em rota de colisão 
O medo é do Deus ou do demo 
É ordem ou é confusão 
O medo é medonho, o medo domina 
O medo é a medida da indecisão 
Medo de fechar a cara 
Medo de encarar 
Medo de calar a boca 
Medo de escutar 
Medo de passar a perna 
Medo de cair 
Medo de fazer de conta 
Medo de iludir 
Medo de se arrepender 
Medo de deixar por fazer 
Medo de se amargurar pelo que não se fez 
Medo de perder a vez 
Medo de fugir da raia na hora H 
Medo de morrer na praia depois de beber o mar 
Medo... que dá medo do medo que dá 
Medo... que dá medo do medo que dá



Clarice Lispector, sobre o medo...
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."


O carinha de HSM3, na parodia de Bet on it, Libero sim (VIDEO!!!), sobre  o medo...

"Adóroonn Perigó!"

Adriana Calcanhotto, sobre o medo...

"Você não tem medo de mim 
Você não tem medo de mim 
Você tem medo é do amor 
Que você guarda para mim 
Você não tem medo de mim 
Você não tem medo de mim 
Você tem medo de você 
Você tem medo de querer... ...me amar!"


Eu, sobre o medo...

Por mais evoluídos que sejamos creio que nunca vou poder dizer (ou ouvir alguém dizer) "Eu não tenho medo". Tenho medo sim. Melhor, tenho medos... dos mais simples, como medo de agulhas (onde já se viu? Estudante de Medicina ter medo de agulha?Pois é, eu tenho =D), medo de altura, medo de assaltos, até os mais complexos, como medo de perder um familiar, um amigo, medo de perder a capacidade de sonhar, medo de me tornar uma pessoa seca por dentro, medo de, de alguma maneira, ser incapaz de mudar minha realidade. Porém, o que faz com que acreditemos que uma pessoa é destemida, reside justamente no fato com que cada um lida com seus medos. Alguns são mais 'resistentes', e outros não. Mas o interessante de tudo isso é que isso nao nos define como fortes ou fracos. Uma explicação análogo-científica  pra isso seria a atuação do Sistema Nervoso Simpático, que diante de determinados estímulos (estresse), ativa mecanismos de luta ou de fuga. É simples, com os nossos medos ou a gente luta, ou a gente foge. Eu prefiro lutar.

 

Let the seasons begin...

By Léo Novais



If I was young, I'd flee this town
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
I'd bury my dreams underground
Eu esconderia meus sonhos debaixo da terra
As did I, we drink to die, we drink tonight
Assim como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos à noite

Far from home, elephant guns
Longe de casa, com armas de caça
Let's take them down one by one
Vamos abatê-los um por um
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Nós vamos derrubá-lo, ele não foi encontrado, não está por aí

Let the seasons begin - where all is right and wrong
Que comece a temporada - onde tudo é certo e errado
Let the seasons begin - take the big game down
Que comece a temporada - abatamos os grandes animais


And it rips through the silence of our camp at night
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
And it rips through the night, all night, all night
E ele rompe através da noite, a noite toda, toda a noite

And it rips through the silence of our camp at night
E ele rompe através do silêncio do nosso acampamento à noite
And it rips through the silence, all that is left is all that I hide. 
E ele rompe através do silêncio, tudo o que resta é o que quero esconder


 

E numa rara tarde ociosa... eis que surge isso daqui... ARREMARIA!!

By Léo Novais

E foi do nada... deitei no chão, olhei pro pc e ele me retribuiu o olhar com desdém... Em meio a fotos e mais fotos, batucadas na mesa, grunhidos expelidos, digo, músicas cantadas, veio de repente a vontade de escrever... E por que não agora? E por que não um blog? E por que não isso daqui?
Pronto... com a gravidez planejada, o ato consumado, fazendo o 'pré-natal', hoje fiz o parto... o parto da idéia. Ah! As idéias... sim, apareceram, muitas... mas por hora, fiquemos só na apresentação...